De acordo com informações publicadas pela Fortune, o fluxo de petróleo vindo do Oriente Médio superou a média observada antes do início dos conflitos em fevereiro, atingindo mais de 24 milhões de barris diários na última semana, com base em levantamentos da consultoria Kpler. Mesmo com os riscos gerados por investidas iranianas a navios no Estreito de Ormuz, transportadores têm assumido as viagens em razão dos retornos financeiros elevados, enquanto rotas alternativas por oleodutos absorvem parte da demanda.

Analistas do JPMorgan apontaram à publicação que o setor energético tem se ajustado à perspectiva de uma instabilidade prolongada. A desaceleração do consumo por parte de grandes compradores globais, em especial a China, tem impedido disparadas extremas nas cotações internacionais do barril, mantendo as projeções próximas a 90 dólares em vez de patamares bem mais elevados temidos por investidores.

A reportagem também destaca que países vizinhos, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, planejam expandir a capacidade de seus oleodutos para contornar o gargalo marítimo nos próximos meses. Por outro lado, ameaças de novas ofensivas e retaliações cruzadas contra estruturas de energia ou comunicações continuam trazendo incertezas sobre a estabilidade logística da região no longo prazo.