Segundo análise do historiador Jeremy Adelman repercutida pelo Jornal GGN, o plano de austeridade fiscal do presidente Javier Milei conseguiu desacelerar a inflação argentina de 250% para cerca de 30% e viabilizar superávits nas contas públicas. Essas metas foram alcançadas por meio de cortes severos no funcionalismo público, extinção de postos de trabalho e paralisação de projetos e obras estatais.
Por outro lado, o levantamento destaca custos sociais significativos resultantes das medidas, apontando que quase metade da força trabalhadora argentina encontra-se em postos precários e sem garantias trabalhistas. O diagnóstico também ressalta o endividamento recorrente das famílias para cobrir gastos diários e a desaceleração em setores da pesquisa científica nacional em razão dos cortes orçamentários.
