Nos primeiros nove meses, o lucro do BPI atingiu 363 milhões de euros, com queda de 7%. Portugal registou 344 milhões na mesma época, representando uma queda de 5% comparativamente. Excluindo o efeito da reversão do adicional de solidariedade, o resultado recorrente apurou uma rentabilidade dos capitais próprios tangíveis de 14,9%.

O contributo das participações do BFA e BCI, incluindo impacto negativo da reclassificação em Moçambique, atingiu 20 milhões. As receitas com a margem financeira somam 1% para 665 milhões de euros. As receitas com comissões somam 8% para 244 milhões de euros. A subida da margem deve-se ao aumento do negócio e à subida das taxas de juro.

O aumento nas comissões deveu-se ao incremento das transações sem alteração do preçário. Os custos registaram uma subida de 5% para mais de 400 milhões de euros devido ao aumento dos gastos com pessoal. No último ano, o BPI aumentou seus quadros em 220 trabalhadores.

A carteira atingiu 18,6 mil milhões de euros enquanto o segmento da habitação cresceu 12% anualmente. A carteira de crédito às empresas aumentou 10% para 13,3 mil milhões de euros. Os depósitos aumentaram 4% para 33,3 mil milhões de euros. Os recursos fora de balanço dispararam 17% para 12,3 mil milhões de euros.

Opinião pessoal de

A opinião a seguir é pessoal de Mariana Almeida e não representa a opinião do MundoTrader.

Considero que o aumento de quadros em 220 trabalhadores eleva custos operacionais sem garantir recuperação imediata do lucro. A queda de 7% no resultado demonstra que receitas comissões não compensaram totalmente a expansão da folha salarial recente. Vejo como prudente monitorar se a rentabilidade de 14,9% sustenta-se diante desse novo peso nos gastos fixos da instituição. Prefiro acompanhar a evolução da margem financeira, pois ela reflete diretamente a capacidade de gerar caixa antes dos investimentos.