Um levantamento que avaliou 95 processos sancionadores analisados pelo Plenário do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) entre 2023 e 2025 apontou que a tramitação dos casos não segue a relevância econômica das penalidades, conforme divulgado pelo portal JOTA. Os processos com sanções financeiras mais pesadas foram concluídos em prazos inferiores à média geral, enquanto apurações de valores reduzidos ultrapassaram quatro anos e dez meses de tramitação. O período médio de andamento das apurações cresceu 24,3% no triênio analisado, atingindo 955,7 dias.

O quadro decorre de limitações operacionais severas no órgão, que em 2024 recebeu aproximadamente 7,5 milhões de comunicações sobre transações atípicas e elaborou mais de 18 mil relatórios de inteligência com um quadro de 93 servidores, dos quais apenas nove atuavam na análise desse passivo. Como alternativa à demora no processamento, discute-se a adoção de medidas consensuais inspiradas em modelos da CVM e do Banco Central, permitindo firmar compromissos de conformidade e agilizar o combate à lavagem de dinheiro.

Fonte: JOTA · 15/10/2026