De acordo com informações da Federação Brasileira de Bancos divulgadas pelo Poder360, o estoque de crédito no Brasil registrou expansão de 0,3% em setembro de 2026 frente ao mês imediatamente anterior. Com esse desempenho, o ritmo de evolução acumulado em doze meses desacelerou para 8,3%, enquanto o volume de novas concessões no mercado recuou 3,2% no mesmo período apurado.
Nas contratações voltadas às famílias, o ligeiro avanço foi puxado pelo segmento de crédito rotativo, apontado pela entidade como motivo de cautela diante do patamar de endividamento da população. Já o segmento corporativo apresentou melhora modesta puxada por antecipação de recebíveis e captações no exterior, enquanto as operações de recursos direcionados perderam força com o término de verbas em fundos garantidores e menor ritmo no crédito rural.
A diretoria da Febraban indicou que a manutenção de juros restritivos passou a produzir impactos mais sensíveis sobre a atividade de crédito, promovendo desaquecimento das contratações e trazendo alertas sobre a qualidade do endividamento das famílias decorrente da migração para modalidades de maior custo financeiro.
