De acordo com uma análise divulgada pelo JOTA, baseada em dados da plataforma Farol Verde do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), o Congresso Nacional terá uma composição mais desfavorável à agenda socioambiental. Na Câmara dos Deputados, dos 513 parlamentares, 296 titulares conseguiram se reeleger e outros 15 suplentes conquistaram mandatos, garantindo que 61% dos assentos continuem ocupados por nomes que atuaram na 57ª legislatura.
A pesquisa calculou que o Índice de Convergência Ambiental (ICAt) médio da nova Câmara deve recuar para 46,3 pontos, contra os 47,2 da formação anterior. O levantamento atribui a redução sobretudo à alteração no tamanho das bancadas partidárias, impulsionada pela expansão de legendas com menor alinhamento à pauta ecológica, como o PL e o Novo, enquanto agremiações de centro perderam espaço.
No Senado, a movimentação foi proporcionalmente mais intensa na disputa por dois terços das cadeiras. Entre os 31 senadores eleitos em 2018 que tentaram renovar o mandato, apenas 13 obtiveram sucesso nas urnas, alcançando uma taxa de reeleição de 41,9%, patamar consideravelmente inferior ao registrado na Câmara.
Fonte: JOTA · 09/10/2026
