Conforme informou a Revista Oeste, a Justiça de São Paulo estendeu por trinta dias a prisão temporária do ex-presidente da Câmara Municipal da capital, Milton Leite, bem como de outros investigados pela Operação Vectura Corrupta. O ex-parlamentar se entregou às autoridades em setembro após ter o mandado expedido. As investigações conjuntas da Polícia Civil e do Ministério Público estadual apuram a suposta infiltração de uma facção criminosa no sistema de transporte coletivo do município, apontando Leite como proprietário oculto da concessionária Transwolff.

A apuração policial indica que o grupo criminoso exercia domínio sobre doze das vinte e duas companhias de transporte da cidade por meio de fraudes licitatórias e lavagem de recursos. Antes da detenção do ex-vereador, agentes apreenderam quantias expressivas em moeda nacional e estrangeira na residência de um colaborador ligado ao político, além de deterem outras pessoas, incluindo um ex-dirigente da SPTrans e policiais militares que atuavam na segurança privada de empresários do setor.

Em sua defesa, Milton Leite negou qualquer ligação com o crime organizado ou com a propriedade da referida empresa de ônibus. O político argumentou que seus contatos com empresários do segmento decorriam de designação oficial feita pela prefeitura na gestão anterior e destacou que já havia disponibilizado seus dados bancários, fiscais e telefônicos aos órgãos de controle sem que irregularidades fossem encontradas.

Fonte: Revista Oeste (Política) · 15/10/2026