Segundo informações publicadas pela Revista Oeste, o Judiciário paulista aceitou o processo de recuperação judicial solicitado pela varejista Marabraz, que calcula suas dívidas em aproximadamente R$ 140 milhões. O parecer concede um intervalo de 180 dias de blindagem patrimonial, período em que penhoras e execuções de débitos ficam paralisadas para permitir o andamento da reestruturação operacional e financeira da empresa.

A determinação estabeleceu que seis firmas vinculadas à rede integrem a ação em conjunto, fixando 60 dias para a divulgação do plano aos credores e 15 dias para o envio de documentos adicionais. No entanto, o tribunal vetou temporariamente a união patrimonial, obrigando a individualização de bens e débitos de cada pessoa jurídica, e indicou a Deloitte para atuar como administradora judicial fiscalizadora.

A companhia fundamentou suas dificuldades no patamar elevado dos juros e em divergências societárias e familiares que envolveram imóveis oferecidos como garantia, restringindo o acesso a financiamentos bancários. A publicação contextualizou o episódio mencionando os desafios financeiros enfrentados por outras redes varejistas do setor em anos anteriores.