De acordo com informações apuradas pelo G1 Política, Javier Milei figurava como a única autoridade máxima entre os países da América do Sul a não reconhecer formalmente a vitória eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva até a última segunda-feira. Diversos outros chefes de Estado do continente, inclusive representantes de governos conservadores alinhados aos Estados Unidos, já haviam cumprimentado o presidente reeleito do Brasil e defendido a manutenção das cooperações bilaterais.

A ausência de manifestação por parte do líder argentino ocorre em um contexto de atritos frequentes entre os dois governos, marcado por declarações hostis e ofensas dirigidas a autoridades brasileiras durante o período eleitoral. Milei havia declarado apoio público ao adversário de Lula na disputa presidencial, postura que contrasta com a relevância comercial existente entre as duas nações no âmbito do Mercosul.