De acordo com o jornal Valor Econômico, repercutido pelo portal Brasil 247, o Itaú e o Bradesco aumentaram as taxas de juros cobradas no crédito imobiliário para clientes individuais e empresas. No Bradesco, a principal linha de financiamento teve acréscimo de 3,3 pontos percentuais, atingindo 15% ao ano mais a Taxa Referencial, enquanto para clientes de alta renda o percentual subiu para 13,6% e, para imóveis comerciais, alcançou 16,5% mais TR. A entidade declarou que a oferta definitiva varia conforme a avaliação de cada tomador e o perfil da transação.

No Itaú, a taxa mínima passou a 12,95% ao ano, oscilando até 13,25% nas modalidades voltadas a pessoas físicas via Sistema de Amortização Constante. Clientes sem conta no banco enfrentam taxa de até 14,85%, e o índice para compra de unidades comerciais alcançou 15,8%. O banco pontuou em comunicado que as alterações refletem as variações nos custos de captação no mercado e visam manter o equilíbrio de suas atividades.

Segundo a publicação, as elevações derivam da alta dos juros futuros, indicador que baliza as projeções financeiras para prazos mais extensos. Com isso, os novos contratos sofrem repasses que elevam o custo geral das prestações e podem restringir a quantia disponível para financiamento aos compradores.