De acordo com a Polícia Federal, em relatório reportado pelo G1, a ex-diretora executiva de Controle e Riscos do Banco de Brasília (BRB), Luana de Andrade Ribeiro, comunicou aos escalões superiores da entidade a existência de R$ 1,1 bilhão em créditos comprados do Banco Master com atrasos superiores a duas semanas. A investigação detalha que, apesar da ausência das averbações que comprovariam a natureza consignável dos contratos e de mensagens internas admitindo aprovações sob pressão da chefia, as transações financeiras foram autorizadas.
O documento policial, composto por mais de 700 páginas e remetido ao Supremo Tribunal Federal, indicia 15 indivíduos suspeitos de envolvimento nas irregularidades. As conclusões apontam que Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, atuavam conjuntamente na liderança de articulações que pretendiam transferir o controle da instituição privada ao banco público, que chegou a aportar R$ 16,7 bilhões na negociação antes de intervenção contrária do Banco Central.
A apuração da corporação também destaca que advertências sobre inconformidades nas carteiras já eram registradas desde 2024, quando uma gerência informou que cerca de 90% dos créditos remetidos continham falhas e não atendiam aos parâmetros exigidos. Diante da comprovação de carteiras fraudulentas e sem lastro, a PF requereu ao ministro relator André Mendonça um período suplementar de 60 dias para aprofundar análises periciais complementares.
