Informações do G1 Política indicam que magistrados do Tribunal Superior Eleitoral consideram improvável o avanço de eventuais solicitações do candidato Flávio Bolsonaro para anular o segundo turno. A equipe jurídica do senador derrotado questiona a determinação do ministro Cristiano Zanin, que permitiu o funcionamento estendido de locais de votação.

Juízes da Corte destacam que a margem de votos em favor de Lula superou os 4 milhões de eleitores, ao passo que as cédulas computadas durante a prorrogação somaram cerca de 35,5 mil registros, tornando o impacto eleitoral nulo para a definição do vencedor. Além disso, pondera-se no órgão que a própria coligação partidária de Flávio Bolsonaro chegou a demandar horários estendidos de votação em localidades afetadas por imprevistos climáticos.

Os bastidores revelam que o procedimento causou debates intensos entre membros do tribunal eleitoral e do STF, demandando alinhamentos operacionais imediatos conduzidos pelo presidente do órgão, Kassio Nunes Marques, para orientar as sessões remanescentes. Ainda assim, a leitura interna predominante é de que o processo transcorreu com segurança e desfecho legítimo.