O Índice de Preços ao Consumidor dos Estados Unidos teve uma elevação de 0,6% em setembro na comparação com o mês anterior, levando a taxa acumulada em doze meses de 3,4% para 3,7%, de acordo com dados divulgados pelo Departamento do Trabalho do país. O principal responsável por essa pressão foi o setor de energia, especialmente a gasolina, que avançou 9,1% no mês e acumulou uma alta de 34,2% em doze meses, em um cenário influenciado por conflitos no Oriente Médio e dificuldades na distribuição mundial.

Além dos combustíveis, outros setores mantiveram a inflação em patamar persistente. O núcleo do índice, que desconsidera os custos de alimentos e combustíveis, subiu 0,3% no mês e acumulou 2,6% em um ano. Os gastos com habitação aumentaram 0,4%, e o transporte aéreo encareceu 1,2%, ao passo que a alimentação se manteve sem variações no período.

Para atenuar os impactos da valorização do diesel sobre os transportes e conter o avanço dos preços ao consumidor, o governo local flexibilizou sanções e tributos sobre combustíveis. Conforme reportado pelo Axios, o cenário reforça as divergências no Federal Reserve a respeito da necessidade de adotar novas elevações nos juros diante do risco de afetar o ritmo da atividade econômica.

Fonte: Jornal GGN · 14/10/2026