Dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos, divulgados pela publicação The Atlantic, indicam que o Índice de Preços ao Consumidor avançou 3,7% no acumulado de doze meses até setembro. O resultado representou a maior elevação mensal registrada desde abril, influenciada principalmente pela alta nos combustíveis ligada a conflitos envolvendo o Irã, o que provocou um encarecimento de 9,1% na gasolina no último mês. A inflação do núcleo econômico, que descarta componentes voláteis como alimentos e energia, subiu 2,6% em base anual, refletindo reajustes em setores de habitação, hotelaria e recreação.

O levantamento aponta ainda que os trabalhadores registraram redução no rendimento real por hora, que retornou a níveis semelhantes aos observados no início do ano, anulando ganhos salariais prévios. Paralelamente, o Índice de Preços ao Produtor atingiu o patamar mais elevado em quatro anos, enquanto os índices preliminares de confiança dos consumidores apurados pela Universidade de Michigan aproximaram-se de mínimas históricas. Houve também encarecimento de itens cotidianos como vestuário, café e ferramentas, embora o valor geral dos alimentos tenha permanecido relativamente estável.

O cenário gerou diferentes avaliações entre integrantes da gestão governamental e analistas. De acordo com o veículo, enquanto o diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett, enfatizou a contenção dos preços dos alimentos e o recuo nos custos de remédios sob prescrição médica, estudos de analistas do Federal Reserve de Nova York associaram a escalada contínua dos preços ao impacto das taxas alfandegárias instituídas sobre as mercadorias de consumo.

Fonte: The Atlantic · 15/10/2026