O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo acelerou para 0,82% em setembro, acumulando taxa de 4,58% no período de doze meses e ultrapassando a margem máxima de 4,5% perseguida pela autoridade monetária. De acordo com informações do Poder360 baseadas no IBGE, o resultado foi fortemente influenciado pelos reajustes nas tarifas residenciais de energia elétrica e no preço dos combustíveis.

Especialistas consultados pelo veículo observam que a disseminação da inflação entre múltiplos segmentos e a resiliência observada no setor de serviços aumentam a cautela do Comitê de Política Monetária. Mesmo diante da contribuição favorável do câmbio para atenuar o custo de bens importados, o quadro dificulta a manutenção de cortes mais intensos na taxa Selic no curto prazo.

Fonte: Poder360 · 09/10/2026