Um boletim do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep) afirma que o resultado da eleição presidencial definirá o controle sobre o petróleo, os minerais estratégicos e as fontes renováveis do país. O levantamento contrasta os planos de governo de Lula, voltados ao planejamento estatal e à expansão da Petrobras na transição ecológica, com a plataforma de Flávio Bolsonaro, focada na reabertura do programa de desestatizações e na flexibilização regulatória.
De acordo com o instituto, a Petrobras desfez-se de 206 ativos entre 2019 e 2022, período após o qual as privatizações foram interrompidas e novas diretrizes de preços e aportes em refino foram implementadas. O relatório destaca que a participação da companhia na formação bruta de capital fixo nacional, que havia recuado de um ápice de 11,1% em 2009 para a mínima de 2,8% em 2022, retomou trajetória de alta para 3,5% em 2023, 4,5% em 2024 e previsão de 5,4% em 2025.
Por fim, a publicação do Ineep ressalta o interesse internacional sobre as reservas nacionais e adverte contra uma dependência externa no fornecimento de tecnologia, defendendo que a soberania sobre os recursos e a atuação de empresas públicas são essenciais para evitar a mera exportação de matérias-primas acompanhada da importação de equipamentos industriais.
Fonte: O Cafezinho · 09/10/2026
