De acordo com informações divulgadas pelo Banco Central e publicadas pelo G1 Economia, a taxa geral de inadimplência em operações financeiras com atrasos superiores a 90 dias ficou em 5% no mês de setembro. O resultado representa a manutenção do patamar mais elevado desde a reformulação dos registros em março de 2011, sustentado pelo segmento de pessoas físicas, que permaneceu na marca histórica de 6%, enquanto o índice entre pessoas jurídicas recuou para 3,3%. Além disso, os dados apontam que o endividamento familiar atingiu o patamar inédito de 50,1% dos ganhos anuais em agosto de 2026.
A situação ocorre mesmo com as tentativas governamentais de reestruturação financeira por meio de novas rodadas de renegociação de débitos bancários de até R$ 10 mil, com propostas de aquisição de carteiras sob descontos expressivos. Conforme a reportagem, a instituição financeira central expressou preocupação com a pressão exercida pelo patamar dos juros sobre os orçamentos e prepara ações de contenção em linhas de crédito de custo mais alto, incluindo limitações a ofertas de empréstimos via Pix e ferramentas para vetar propagandas ativas a partir de março de 2027.
