Conforme informado pelo G1, os times jurídicos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Flávio Bolsonaro não alcançaram consenso sobre os parâmetros para registro de canais de campanha no WhatsApp. O ponto central da divergência envolve a definição do momento em que um canal administrado por terceiros ou apoiadores passa a exigir formalização pela respectiva candidatura junto à Justiça Eleitoral. O tema foi debatido em encontro que contou com a presença do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, e poderá ser submetido a julgamento pelo plenário caso não haja entendimento entre as partes.
A discussão teve início após a desativação judicial do canal gerido pelo deputado André Janones, que demandou registro oficial por parte da equipe do presidente. Paralelamente, os advogados de ambos os lados concordaram em elaborar uma relação de ações jurídicas de fases anteriores da disputa que possam ser paralisadas, com o objetivo de concentrar a atuação do tribunal no segundo turno, deliberação que ainda depende do aval das respectivas coordenações.
Além das regras internas, o presidente do TSE colheu contestações dos corpos jurídicos a respeito do funcionamento da empresa Meta. O ministro agendou reunião com representantes da plataforma digital para apresentar solicitações de tratamento equânime nas ferramentas de inteligência artificial e algoritmos, bem como ações de contenção ao impulsionamento indevido de postagens.
Fonte: G1 Política · 14/10/2026
