Projeções do Goldman Sachs divulgadas pela Fortune indicam que a transição impulsionada pela inteligência artificial pode afetar até 9% dos trabalhadores em economias avançadas, com reduções adicionais no ritmo de contratações. Contudo, analistas da instituição destacam que os cortes mais significativos não devem ocorrer em momentos de vigor econômico, mas sim quando houver uma recessão formal nos mercados.

A análise histórica compilada pelo banco demonstra que a substituição de postos rotineiros por inovações tecnológicas segue um padrão cíclico. Em épocas de expansão, as empresas retêm pessoal, aproveitando o momento para reorganizar tarefas; em contraste, períodos de aperto levam corporações a utilizar a tecnologia como justificativa para enxugar quadros e reduzir custos fixos.

Segundo o economista responsável pelo estudo, a repercussão nos níveis de desemprego tende a se acentuar caso a economia já apresente sinais de fadiga. Dessa forma, as dispensas vinculadas ao avanço da inteligência artificial têm potencial para aprofundar crises econômicas preexistentes, retardando a recuperação do emprego mesmo após a retomada da atividade produtiva.