Hackers roubaram US$ 6,3 bilhões da maior plataforma de ativos digitais do mundo. O roubo ocorreu na noite de quinta-feira (29) segundo a Binance. Analistas suspeitam que hackers ligados à Coreia do Norte cometeram o ataque. A investigação inicial constatou que o laptop de um engenheiro havia sido comprometido.

Posteriormente a empresa descobriu outros pontos de violação além do laptop. A corretora cobriu 90% do valor roubado no sábado (31). Os 10% restantes consistem em tokens menos líquidos que podem levar mais tempo para serem obtidos.

A Coinbase fez ajustes em sistemas de armazenamento a frio por excesso de cautela. A Kraken afirmou que seus serviços operavam normalmente durante o incidente. A Gemini impôs alertas e restrições adicionais à movimentação de recursos. A Binance revogou autorizações afetadas e implementou controles adicionais no fim da sexta-feira (30).

Os saques da corretora continuam suspensos enquanto a empresa trabalha para restabelecer o sistema em cerca de 34 horas. Empresas de rastreamento atribuíram o ataque à Binance ao grupo TraderTraitor ligado à Coreia do Norte. O FBI atribuiu ao TraderTraitor o roubo de US$ 1,5 bilhão da Bybit no ano passado.

Opinião pessoal de

A opinião a seguir é pessoal de Rafael Almeida e não representa a opinião do MundoTrader.

Considero o ataque crítico pois a perda de 6,3 bilhões expõe falhas na segurança que ameaçam a confiança global. A cobertura parcial de 90% demonstra capacidade financeira, mas os tokens restantes criam incerteza sobre liquidez futura. Prefiro acompanhar a recuperação técnica da Binance em vez dos rumores geopolíticos, pois a estabilidade operacional é vital. O setor dependerá desses controles adicionais para evitar que violações similares comprometam a integridade de todos os ativos.