O Departamento de Justiça dos Estados Unidos perdeu 26 ações em tribunais distritais federais em sua iniciativa de compelir estados a repassar informações confidenciais de votantes ao governo central, segundo informa a revista The Atlantic. A ofensiva jurídica, promovida pela Divisão de Direitos Civis do órgão, abrangeu processos contra 30 estados e o Distrito de Colúmbia sob a justificativa de combater supostas fraudes e identificar votos de pessoas não naturalizadas.

As negativas foram expedidas por magistrados indicados tanto por administrações democratas quanto republicanas, incluindo juízes nomeados pelo próprio Donald Trump. Autoridades eleitorais estaduais e especialistas apontaram preocupações relativas à privacidade da população e a riscos de interferência nas disputas de meio de mandato, além de ressaltarem a ausência de autorização do Congresso para a formação de uma base de dados eleitoral unificada nacionalmente.

De acordo com analistas consultados pela publicação, o resultado desfavorável e contínuo da estratégia governamental nas cortes evidencia os freios institucionais do sistema eleitoral descentralizado do país, no qual a competência de gestão e custódia das listas de eleitores permanece sob controle local.

Fonte: The Atlantic · 15/10/2026