De acordo com o Brasil 247, o governo federal decidiu remover a hidrovia do Rio Tapajós do pacote de concessões planejado para o intervalo de 2027 a 2030. A determinação decorreu de um impasse entre pastas do Executivo, no qual a Secretaria-Geral da Presidência e o Ministério dos Povos Indígenas apontaram preocupações com os danos da dragagem a ecossistemas e populações tradicionais, em oposição aos ministérios de Portos e Aeroportos e dos Transportes.
A hidrovia representa um canal estratégico para o escoamento de grãos do Centro-Oeste rumo aos portos da Região Norte, mas enfrenta resistência de entidades socioambientais que exigem consultas prévias e questionam o licenciamento. Embora os defensores da dragagem alertem para os riscos da estiagem e a necessidade de garantir a navegabilidade fluvial, o projeto foi suspenso do cronograma sem data para reapresentação.
Apesar do recuo no Tapajós, o Ministério de Portos e Aeroportos manteve no planejamento a concessão de outros seis corredores hidroviários, incluindo trechos dos rios Madeira, Tocantins, São Francisco e Paraguai. O programa governamental também prevê intervenções operacionais e obras públicas em hidrovias como Amazonas, Solimões e Tietê.
Fonte: Brasil 247 · 09/10/2026
