O Departamento de Justiça dos Estados Unidos entrou com um pedido de liminar contra a Califórnia com o objetivo de suspender o cômputo de votos de cerca de 20 mil pessoas apontadas pelo órgão federal como prováveis não cidadãs. O procurador-geral Todd Blanche alegou a necessidade de preservar a integridade eleitoral e criticou o modelo estadual que encaminha cédulas de votação pelo correio a todos os eleitores cadastrados, afirmando que as autoridades locais se recusaram a apartar os documentos contestados.

A resposta das lideranças californianas foi de rejeição às exigências da gestão federal. A secretária de Estado Shirley Weber declarou duvidar das acusações da pasta de Segurança Interna e cobrou a metodologia utilizada, mencionando que apuração anterior similar no estado de Nevada não encontrou estrangeiros numa relação de 16 mil nomes. Paralelamente, o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, declarou que o material de votação já está nas mãos dos eleitores e defendeu que auditorias passadas não comprovaram fraude generalizada no país.

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, manifestou indignação diante da ação legal e acusou a medida de tentar conter a participação popular na reta final antes do pleito. O embate ocorre em um momento decisivo, já que os eleitores do estado escolherão o novo chefe do Executivo local, além de representantes em disputas para o Legislativo que podem definir a maioria no Congresso norte-americano.

Fonte: The Blaze · 15/10/2026