O Governo Central registrou um deficit primário de R$ 90,2 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, montante inferior ao saldo negativo de R$ 100,3 bilhões observado no mesmo intervalo de 2025. Conforme informações do Poder360 com base em dados do Tesouro Nacional, a melhora nominal de 10,1% decorreu do avanço da receita líquida, que subiu 6,5% em termos reais e superou o crescimento real de 5,4% verificado nas despesas públicas.

No período acumulado, o Tesouro Nacional e o Banco Central apresentaram superavit conjunto de R$ 213,1 bilhões, enquanto o Regime Geral de Previdência Social registrou resultado negativo de R$ 303,2 bilhões, impactado pelo aumento no contingente de beneficiários e pelo reajuste do salário mínimo. Houve também ampliação de gastos discricionários em Saúde e Educação, além de despesas extraordinárias voltadas a conter impactos econômicos de conflitos no exterior. Por outro lado, a arrecadação foi favorecida por ganhos no Imposto de Renda, na exploração de recursos naturais e no IOF.

Exclusivamente em setembro de 2026, as contas federais exibiram superavit primário de R$ 4,8 bilhões, revertendo o saldo deficitário de R$ 14,4 bilhões registrado em setembro do ano anterior. O número superou a projeção intermediária do Prisma Fiscal, impulsionado pela expansão real de 13,6% na arrecadação líquida frente a uma elevação de 2,4% nos dispêndios.