De acordo com o The Guardian Business, o ministro John Healey anunciou seu primeiro orçamento governamental buscando responder a pressões econômicas globais e cumprir compromissos fiscais. Pelas regras estabelecidas, as despesas operacionais devem ser pagas com receitas de tributos, ao passo que a dívida pública em proporção ao Produto Interno Bruto precisa recuar a partir do terceiro ano da previsão. Conforme projeções do órgão de responsabilidade orçamentária britânico, o produto econômico deve avançar 1,2% neste ano e 1% no próximo, enquanto o endividamento estatal, estimado inicialmente em 83,2% do PIB, tende a diminuir progressivamente nos períodos seguintes.
A estratégia detalhada pelo jornal estabelece como prioridade a contenção das despesas energéticas domésticas. Entre as ações previstas, cerca de vinte milhões de domicílios receberão um depósito direto de cem libras, além do fim das cobranças fixas no gás para vinte e três milhões de residências e do encerramento de taxas na conta destinadas a subsidiar o hidrogênio. O plano prevê ainda a extensão do corte temporário no imposto sobre valor agregado até o mês de julho e mantém o congelamento do tributo sobre combustíveis pelo décimo sexto ano consecutivo.
O orçamento também contempla a isenção de tarifas aduaneiras de importação para mais de cem produtos de consumo, incluindo alimentos, e estabelece um reajuste de 3,9% para o salário mínimo e para o piso de subsistência a partir de abril. Além disso, o pacote institui o direito à licença-paternidade remunerada para profissionais autônomos e altera critérios do benefício a cuidadores para evitar sanções por exceder limites de renda.
