Integrantes da equipe econômica do governo federal defendem a taxação ampla de aplicações financeiras atualmente isentas, incluindo LCIs, LCAs, CRIs, CRAs, Fiagros e debêntures incentivadas. Contudo, segundo apuração do JOTA, já surge resistência interna para poupar as debêntures incentivadas desse ajuste, sob o argumento de que esse título específico cumpre um papel fundamental no financiamento de obras logísticas e projetos privados de infraestrutura no país.
O instrumento passou a ser reavaliado pelo poder público para verificar seu custo-benefício. Fontes ouvidas pela publicação indicam a convicção de que o benefício traz retornos sociais expressivos, diferenciando-se de outros papéis que gerariam distorções. O debate sobre o fim das isenções já havia enfrentado oposição política anteriormente, inclusive com posicionamento contrário da diretoria do BNDES, resultando na perda de validade de uma medida provisória em outubro de 2025.
