Em teleconferência sobre os resultados da Alphabet, a administração do Google explicou sua estratégia para manter a receita de publicidade relevante mesmo com o avanço de assistentes virtuais de compras, relata o Business Insider. O diretor de negócios da companhia, Philipp Schindler, argumentou que a inteligência artificial assumirá as tarefas operacionais e repetitivas das pesquisas, mas o consumidor continuará valorizando a fase de escolha, comparando benefícios adicionais, credibilidade das marcas e ofertas comerciais.
A tentativa de demonstrar viabilidade para os anúncios responde a receios de investidores quanto ao risco de as ferramentas de inteligência artificial substituírem os mecanismos tradicionais de busca. A empresa tem realizado testes com a inserção de opções promocionais identificadas em roteiros de viagem e listas de produtos geradas por inteligência artificial, embora admita que o aumento no volume de pesquisas nessa modalidade ainda não tenha gerado retorno financeiro equivalente.
O debate sobre o modelo de negócios coincidiu com a apresentação dos dados financeiros do terceiro trimestre, período em que a Alphabet faturou 127,58 bilhões de dólares, ficando ligeiramente abaixo das projeções de mercado. O lucro por ação também decepcionou analistas em função de perdas não realizadas de 8,2 bilhões de dólares em investimentos na SpaceX, o que provocou uma queda de cerca de 10% nas ações da companhia nas negociações posteriores ao encerramento do pregão.
