A velocidade do avanço da inteligência artificial tem colidido com a lentidão dos processos de infraestrutura e licenciamento elétrico nos Estados Unidos, de acordo com um relatório do banco Goldman Sachs obtido pelo Axios. A instituição financeira estima que o consumo de energia em centros de dados globais subirá 170% entre 2025 e 2030, com mais de 60% dessa expansão situada em território norte-americano, colocando a disponibilidade energética como o maior fator de risco para investimentos previstos em 7,6 trilhões de dólares no ecossistema de computação.

Conforme aponta o levantamento, a fila de projetos de geração e armazenamento de energia pendentes de conexão totaliza cerca de 2.600 gigawatts, com um intervalo médio de cinco anos entre o pedido de ligação e a efetiva operação comercial. Esse descompasso é amplificado pelo cancelamento ou adiamento de dezenas de empreendimentos desde o início do ano em virtude de oposições locais, tudo isso em um contexto onde expressiva parcela dos aportes em tecnologia depende de endividamento corporativo.

Como desdobramento do quadro de escassez de infraestrutura, concessionárias de serviços públicos têm elevado planos de capital para até 1,3 trilhão de dólares até 2030. Diante das dificuldades da rede convencional, gigantes do setor de tecnologia começaram a desenhar mecanismos para financiar diretamente novas fontes geradoras e linhas de transmissão para atender seus centros de processamento, relata o Axios.

Fonte: Axios · 20/10/2026