Segundo informações publicadas pelo Guia do Investidor, o cenário político para a sucessão presidencial tem fomentado análises sobre a execução da reforma tributária já incorporada ao texto constitucional. A perspectiva avaliada no meio empresarial e por assessores econômicos não indica revogação da estrutura, mas sim a busca por revisões de cronogramas, contenção de despesas de implantação e salvaguarda do capital de giro das companhias.

O tributarista Renato Vieira de Ávila ponderou ao veículo que mecanismos como a separação dos tributos no ato do pagamento e a apuração assistida pelo Fisco geram apreensão quanto à disponibilidade de caixa e à interferência na gestão das empresas. O especialista defendeu que a adequação desses pontos, acompanhada por um calendário compatível com a adaptação do setor produtivo, viabilizaria os avanços pretendidos sem impor prejuízos operacionais imediatos.