O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o governo da Argentina acertaram os termos da terceira revisão do plano de crédito de US$ 20 bilhões, o que poderá viabilizar o repasse de aproximadamente US$ 900 milhões ao país, informou o G1 Economia. O envio dos valores depende da chancela do conselho executivo do Fundo, que já desembolsou cerca de US$ 15,8 bilhões desde abril de 2025.
Segundo o relatório do FMI, a economia argentina registrou desaceleração na inflação e aumento nas reservas internacionais líquidas, que superaram a meta estipulada para junho em cerca de US$ 4 bilhões, em um período no qual o Banco Central comprou quase US$ 16 bilhões. Para as contas públicas, o compromisso prevê a meta de um superávit primário de 1,4% do PIB em 2026, patamar que deve ser perseguido novamente em 2027.
As autoridades argentinas se comprometeram a recompor estoques de divisas para flexibilizar controles cambiais e viabilizar o retorno do país ao mercado financeiro internacional nos próximos meses.
