A conclusão da votação da PEC da escala 6x1 pelo Senado desencadeou posicionamentos antagônicos na sociedade, informa a Agência Brasil. A CUT e a Força Sindical celebraram a aprovação da escala máxima 5x2 e a transição para 40 horas de trabalho semanal sem redução de proventos, ressaltando os impactos positivos no descanso, na saúde dos trabalhadores e no potencial de aumento de produtividade.
Em contrapartida, representações empresariais demonstraram descontentamento com o resultado legislativo. A CNI afirmou que o texto afeta a competitividade nacional e solicitou que os parlamentares revisem o tema, citando estimativas de aumento de custos de até R$ 267 bilhões, retração de 0,7% do PIB e reflexos sobre a inflação. A CNC também criticou a deliberação durante o período eleitoral e ressaltou riscos operacionais para o comércio e serviços.
A proposta teve apoio expressivo em plenário, registrando 75 votos favoráveis e apenas um contrário. O modelo determina intervalo de adaptação total de 14 meses, demandando que os estabelecimentos adotem jornada máxima de 42 horas após 60 dias da promulgação, atingindo a meta de 40 horas ao fim do ciclo.
Fonte: Agência Brasil (Política) · 15/10/2026
