De acordo com informações divulgadas pela Fortune, o Produto Interno Bruto da China apresentou uma alta de 4,5% no terceiro trimestre em relação ao ano anterior, superando a taxa de 4,3% apurada entre abril e junho. Esse avanço foi fortemente sustentado pelo desempenho do comércio exterior, aproximando o país de sua meta anual estipulada entre 4,5% e 5%, mesmo diante de um cenário em que a demanda interna sofre com a crise prolongada no setor imobiliário e o enfraquecimento do consumo das famílias.
Especialistas consultados pelo veículo destacam que a forte expansão fabril, incentivada por subsídios em segmentos tecnológicos como veículos elétricos e semicondutores, gerou um excesso de capacidade que tem sido direcionado para o exterior a valores competitivos. Diante das tarifas norte-americanas, os fluxos foram redirecionados para regiões como a Europa e a América Latina, fazendo com que a balança comercial chinesa acumulasse quase um trilhão de dólares em superávit nos primeiros nove meses do ano.
Essa dinâmica, no entanto, gera tensões crescentes com parceiros internacionais, a exemplo da União Europeia, que enfrenta déficits diários superiores a um bilhão de dólares com o país asiático e busca restringir certos produtos, como os automóveis híbridos. Analistas ouvidos pela publicação ressaltam que o modelo chinês excessivamente focado em demanda externa transfere pressões para a indústria global e terá dificuldades para mitigar esses desequilíbrios no curto prazo.
Fonte: Fortune · 19/10/2026
