De acordo com informações publicadas pelo jornal Dawn, os rebeldes houthis do Iêmen ampliaram sua capacidade bélica e vêm realizando ataques sistemáticos com mísseis e drones contra instalações da Arábia Saudita e de seus aliados iemenitas. A retomada dos confrontos ocorreu após um bombardeio saudita ao aeroporto da capital Sanaa em julho, interrompendo um cessar-fogo de quatro anos e iniciando uma série de retaliações mútuas que atingiram aeroportos sauditas, infraestruturas de petróleo e o estreito de Bab al-Mandeb.
Especialistas em armamentos e relatórios de institutos internacionais indicam que o acervo bélico do grupo combina sistemas capturados, equipamentos construídos localmente e materiais contrabandeados, com forte influência da tecnologia militar do Irã. O arsenal identificado inclui mísseis de cruzeiro capazes de atingir dois mil quilômetros, projéteis antinavio de curto alcance, mísseis balísticos de médio curso e drones aéreos e marítimos projetados a partir de padrões iranianos.
Analistas de defesa avaliam que, devido à experiência acumulada após suportar sucessivas campanhas aéreas no passado, o movimento possui resistência logística para manter os confrontos durante um longo período. Além do suporte externo para o envio de componentes essenciais à fabricação de armamentos convencionais, a disposição do grupo para absorver retaliações fortalece sua estratégia de prolongar o atrito militar.
Fonte: Dawn (Paquistão) · 16/10/2026
