Um levantamento da BloombergNEF noticiado pelo Brasil 247 revelou que a ampliação das matrizes eólica e solar no território brasileiro sofreu retração de 27% em 2025, somando 17,3 gigawatts instalados frente aos quase 24 gigawatts registrados no ano anterior. A diminuição decorre especialmente de deficiências nas linhas de transmissão, cortes de geração determinados pelo operador do sistema e desfavoráveis condições econômicas para novos investimentos.
A fonte eólica apresentou o recuo mais expressivo, totalizando 2 gigawatts adicionados, patamar inferior à metade do verificado no ano anterior. As projeções da consultoria indicam continuidade na desaceleração até 2027 em função de restrições de financiamento e indefinições sobre ressarcimentos a geradores. No caso da energia solar, a cobrança progressiva pelo uso da rede de distribuição para sistemas de pequeno porte também tende a reduzir a rentabilidade de novas instalações.
Em sentido contrário, o setor de baterias desponta com perspectiva favorável no país. A expectativa é que a capacidade de armazenamento adicionada anualmente ultrapasse 1 gigawatt até 2028, impulsionada pelo atendimento a consumidores e pelo primeiro leilão específico voltado à tecnologia, programado para o final de 2026.
Fonte: Brasil 247 · 14/10/2026
