Duas mulheres protocolaram de forma anônima uma ação na Justiça Federal da Flórida contra o ex-deputado republicano Matt Gaetz e supostos comparsas, acusando-os de tráfico sexual e abusos ocorridos entre 2017 e 2019. Segundo as informações divulgadas pelo portal Roll Call, a denúncia sustenta que o grupo utilizou poder econômico e influência pública para coordenar viagens, custear entorpecentes e pagar quantias financeiras às autoras do processo em troca de atos sexuais. Entre os nomes mencionados na articulação está Joel Greenberg, que se declarou culpado de acusações federais em 2021.

De acordo com o processo, as mulheres foram transportadas para localidades como Miami, Las Vegas, Nova York e Bahamas, com despesas de hospedagem e deslocamento bancadas pelos participantes. Na época, Gaetz exercia mandato no Congresso dos Estados Unidos e despontava como aliado próximo de Donald Trump. Ao comentar a ação em redes sociais, o ex-deputado minimizou e ironizou os relatos apresentados, enquanto seus representantes e os demais acusados não responderam a pedidos de comentário.

O litígio intensifica as contestações em torno da trajetória pública de Gaetz, que chegou a ser anunciado por Trump para chefiar o Departamento de Justiça após a eleição de novembro de 2024, mas acabou renunciando ao Congresso e retirando a candidatura ao cargo ministerial. Em dezembro daquele mesmo ano, o Comitê de Ética da Câmara norte-americana publicou um relatório que apontou evidências substanciais de pagamentos por relações sexuais, uso de drogas ilícitas e envolvimento do político com uma pessoa menor de idade.

Fonte: Roll Call · 15/10/2026