De acordo com o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra, o desfecho do segundo turno presidencial de 2026 determinará rumos contrastantes para a soberania e o planejamento energético brasileiro. O boletim da entidade compara os programas em disputa e aponta que a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva preconiza a ampliação do controle estatal, o protagonismo da Petrobras e o fomento à transição para matrizes de baixo carbono. Por outro lado, o programa associado a Flávio Bolsonaro orienta-se pela retomada de privatizações, abertura de mercado e flexibilização de normas regulatórias.
O documento argumenta que a escolha influencia a gestão de patrimônios vitais, incluindo as reservas da Margem Equatorial e fontes renováveis, em meio a incertezas do panorama geopolítico exterior. O levantamento também contrasta o período recente de desinvestimentos e privatizações de refinarias e subsidiárias com a política adotada a partir de 2023, defendendo que a atuação de empresas públicas e o aumento dos investimentos produtivos são fatores centrais para a segurança do abastecimento e a autonomia nacional.
Fonte: Jornal GGN · 09/10/2026
