Um levantamento inédito realizado pelo NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro apontou que a Meta lucrou aproximadamente R$ 2 milhões com a veiculação de anúncios político-eleitorais irregulares no pleito brasileiro de 2026. Segundo o Jornal GGN, a pesquisa revelou uma operação de interferência coordenada com recursos e infraestrutura sediados nos Estados Unidos, infringindo a proibição legal brasileira de financiamento e doações de fontes estrangeiras.

O documento apurou que as postagens não tinham como foco impulsionar uma candidatura específica, mas sim ampliar divisões sociais, desestabilizar a percepção pública e gerar rejeição. Conforme os pesquisadores da UFRJ, a empresa Corporativo Lam, LLC, responsável por quase a totalidade dos anúncios com pagador localizado, patrocinou simultaneamente conteúdos elogiosos e críticos a adversários de diferentes vertentes políticas.

Ao todo, foram identificadas 1.613 publicações com pagamentos em moeda estrangeira, acumulando mais de 171 milhões de impressões. A apuração do NetLab ressaltou a existência de lacunas de transparência na plataforma, denunciando que a totalidade das peças foi divulgada inicialmente sem a sinalização obrigatória de teor político e que os dados de quem financiou foram omitidos em um terço das publicações analisadas.

Fonte: Jornal GGN · 15/10/2026