De acordo com informações do Politico Europe, a capital da Albânia foi tomada por uma onda de protestos estudantis que resultou na invasão, saque e queima do escritório do Colégio da Europa, instituição de formação ligada ao serviço público da União Europeia. O primeiro-ministro Edi Rama visitou as instalações danificadas e declarou que a destruição não partiu dos estudantes, atribuindo os atos a adversários políticos que buscariam prejudicar o país. A oposição negou participação nos episódios, enquanto Rama afirmou que não deixará o cargo.
As manifestações, que ocorrem desde o final de maio motivadas por denúncias de corrupção estatal e pela proposta de um empreendimento imobiliário ligado a Jared Kushner, intensificaram-se recentemente com choques violentos. Prédios públicos, incluindo os ministérios da Justiça, da Educação e das Finanças, além de agências bancárias e um edifício em obras na praça Skanderbeg, foram incendiados ou danificados. Em resposta, a Delegação da União Europeia no país emitiu uma nota de condenação aos atos de vandalismo e pediu moderação.
Os confrontos entre policiais e manifestantes deixaram ao menos 89 pessoas hospitalizadas, entre as quais constam 51 policiais, além de relatos de excessos por parte das forças de segurança contra civis e repórteres, que chegaram a ter materiais de trabalho retidos. Diante da continuidade dos atos, dispersados com bombas de gás lacrimogêneo e jatos d'água, o Parlamento local precisou cancelar sessões legislativas enquanto o comércio fechava as portas, em meio à cobrança por amplas reformas econômicas, jurídicas e educacionais no país.
Fonte: Politico Europe · 15/10/2026
