Segundo dados do relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central divulgados pelo G1, cerca de 20,3 milhões de pessoas estavam em situação de endividamento considerado de risco em junho de 2026. A cifra corresponde a 17% de todos os participantes com débitos no Sistema Financeiro Nacional, registrando um crescimento de 75% ao longo de um período de cinco anos.
A autoridade monetária emprega um conjunto de parâmetros para estabelecer essa classificação, que envolvem atrasos no pagamento superiores a 90 dias, comprometimento de mais de 50% dos ganhos mensais e o recurso simultâneo a linhas financeiras onerosas. Os números demonstram que as famílias com renda mensal de até dois salários mínimos sofrem o maior impacto, dedicando em média 42% de seus recursos à liquidação de dívidas, com destaque para despesas no cartão de crédito.
O documento também ressalta o perigo trazido pelo volume de ofertas de crédito realizadas por canais eletrônicos ao público de renda mais vulnerável, além de apontar problemas na linha de crédito consignado para o setor privado, que somou R$ 6,1 bilhões em saldos de operações com pagamentos pendentes.
