De acordo com o Jornal GGN, os economistas Laura Carvalho, Martín Guzmán e Joseph Stiglitz publicaram artigo no Project Syndicate analisando os resultados do plano econômico do presidente argentino Javier Milei. O estudo aponta que, embora a inflação acumulada em doze meses tenha caído para 33,5%, o processo foi acompanhado por uma contração de 8% nos salários reais e pela elevação da taxa de desemprego de 5,7% para 7,9%. Além disso, a inadimplência bancária das famílias atingiu 12,8%, afetando cerca de 6 milhões de pessoas, enquanto o Produto Interno Bruto recuou 0,6% no segundo trimestre.

Os analistas ressaltam que o programa de austeridade afetou áreas como infraestrutura e universidades públicas, sustentando a paridade cambial por meio de aportes e empréstimos externos, incluindo o FMI, perante o qual a dívida do país chega a 57 bilhões de dólares. Para os autores, essa dinâmica amplia a dependência externa e contrasta com a situação do Brasil, que liquidou sua dívida com o fundo em 2005 e possui desafios fiscais centrados no peso dos juros sobre as contas públicas, demandando estratégias de valorização de renda e diversificação produtiva.

Fonte: Jornal GGN · 15/10/2026