Segundo informações reunidas pelo G1 com economistas ouvidos pela BBC News Brasil, a condução da economia representará um desafio crítico para quem assumir o Executivo federal, em virtude do endividamento da população, do custo de vida elevado e do nível da dívida bruta governamental, que atingiu 82,9% do Produto Interno Bruto em agosto, somando 11,1 trilhões de reais. Especialistas apontam que nenhum dos postulantes detalhou propostas formais e estruturadas para responder à urgência de um equilíbrio das contas públicas.

O levantamento destaca que as estratégias mencionadas pelos dois lados apresentam caminhos distintos e pendências. Flávio Bolsonaro sugere um corte nos gastos estatais entre 1,5% e 2% do PIB focado no enxugamento de ministérios e posições comissionadas, embora prometa preservar o ganho real do salário mínimo e os pisos de recursos para saúde e educação. Em contrapartida, Luiz Inácio Lula da Silva aposta na ampliação da arrecadação e no aquecimento da atividade econômica para estabilizar a dívida sem adotar cortes orçamentários, após lançar medidas com peso financeiro previsto em quase 200 bilhões de reais até 2030.