O dólar encerrou a sessão da quarta-feira dia 04/11 em queda frente ao real. A divisa fechou cotada no mercado à vista a R$ 5,4518 com recuo de 0,65%. O pregão refletiu a repercussão dos resultados das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos.

A movimentação global pressionou o câmbio brasileiro enquanto aguardava decisão do Banco Central. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados registrou criação de 121.305 vagas formais em setembro. A taxa Selic estava definida em 13,75% ao ano no cenário monetário brasileiro.

Na última atualização das Opções de Copom divulgada na sexta-feira dia 30/10, a probabilidade de manutenção da taxa era de 72,5%. Em 26%, a chance de redução da taxa de 0,25 ponto percentual para 13,50% ao ano existia. O índice DXY recuava 0,28% aos 101,5900 pontos por volta das 17h de Brasília.

Índice DXY registra desempenho do dólar norte-americano contra cesta de seis divisas. A vitória dos democratas aumentou preocupações sobre enfraquecimento político do presidente Donald Trump. Investidores consideraram riscos maiores de impasse nas discussões sobre o financiamento do governo norte-americano.

Opinião pessoal de

A opinião a seguir é pessoal de Ilana Roberta e não representa a opinião do MundoTrader.

A queda do dólar reflete incertezas globais que podem pressionar a renda real dos brasileiros no futuro. Com a Selic alta, o câmbio mais fraco tende a beneficiar exportadores sem garantir redução de custos internos. Considero acertado monitorar como essa volatilidade afeta o poder de compra antes de qualquer decisão fiscal. Prefero acompanhar os dados do emprego para entender se o crescimento econômico absorve esses choques externos.