De acordo com documento obtido pelo JOTA por meio da legislação de acesso a documentos públicos, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços reconheceu, em manifestação preliminar à sanção do Redata, que o regime especial apresentaria capacidade reduzida para atrair grandes complexos tecnológicos. A análise indicava que os benefícios ficariam concentrados na tarifa alfandegária para maquinários sem produção nacional, visto que tributos federais sobre consumo passarão por transição com a reforma tributária.
A manifestação do departamento técnico ministerial advertiu ainda que o cronograma apertado de execução e os custos tributários estaduais sobre investimentos reduzem as chances de o dispositivo competir com destinos como Chile, México e Estados Unidos. Conforme detalhado pelo veículo, a regulamentação definitiva do mecanismo continua pendente em razão de impasses internos entre pastas governamentais a respeito das exigências de matriz energética e da classificação de mercadorias abrangidas.
