Segundo informações do Axios, integrantes do alto escalão do governo de Donald Trump apresentaram argumentos divergentes sobre a flexibilização de sanções e tarifas previstas pela Lei Graham sobre a energia russa. O secretário de Energia, Chris Wright, defendeu a ação afirmando que ela serve de estímulo para que a Rússia diminua a intensidade do conflito na Ucrânia se desejar escoar diesel no mercado externo. Em contrapartida, o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que o país escoaria o produto de qualquer forma e justificou que o governo necessita de prazo para calcular os impactos financeiros das penalidades tanto na economia norte-americana quanto no cenário global.

A estratégia provocou atritos dentro do próprio Partido Republicano no período que antecede as eleições de meio de mandato. Conforme apurado pela publicação, congressistas como Thom Tillis, John Cornyn e Ted Cruz expressaram descontentamento com o recuo, e houve até pedidos de esclarecimentos confidenciais. Em defesa da política adotada, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, rebateu as críticas lembrando as penalidades aplicadas pela gestão em anos anteriores a grandes companhias de petróleo e gás da Rússia.

Fonte: Axios · 18/10/2026