De acordo com o Dawn, as relações entre os governos de Donald Trump e Volodymyr Zelensky sofreram uma deterioração expressiva, impulsionada por ameaças norte-americanas de suspender o repasse de informações de inteligência e pela isenção de sanções e tarifas contra a Rússia. Trump expressou insatisfação com ataques ucranianos contra refinarias de petróleo russas, responsabilizando essas ações e conflitos no Oriente Médio pela alta nos preços globais de combustíveis. Como medida para conter os custos energéticos antes das eleições legislativas norte-americanas, a Casa Branca firmou acordos para importação de diesel russo e adiou punições a Moscou previstas na legislação dos Estados Unidos.

O veículo relata que Zelensky contestou publicamente as diretrizes de Washington, alegando que as atitudes recentes da liderança norte-americana favorecem o governo russo e incentivam novos ataques contra o solo ucraniano. Apesar da recusa de Kiev em paralisar as investidas contra alvos energéticos russos, diplomatas e autoridades da Ucrânia declararam o interesse em manter abertos os canais de diálogo com negociadores da gestão Trump, afirmando apoio aos esforços para alcançar o encerramento da guerra.

Especialistas citados pela publicação afirmam que o distanciamento entre as duas capitais pode comprometer o apoio militar e tático essencial para a defesa ucraniana diante de novos bombardeios à sua infraestrutura. Analistas apontam que a desarticulação não apenas amplia as dificuldades humanitárias e estratégicas enfrentadas pela Ucrânia, mas também enfraquece as perspectivas de um desfecho diplomático definitivo para o confronto iniciado em 2022.

Fonte: Dawn (Paquistão) · 17/10/2026