Segundo informações veiculadas pela Fortune, as principais corporações de tecnologia vêm intensificando os aportes em infraestrutura voltada à inteligência artificial, em um cenário financiado cada vez mais por endividamento e crédito privado. No caso da Alphabet, a previsão de despesas para o período supera duzentos bilhões de dólares, patamar que duplicou em relação ao ano anterior e resultou em fluxo de caixa livre negativo pela primeira vez desde a abertura de capital da empresa, além de forte elevação no passivo de longo prazo. Apesar das cifras, a diretora de investimentos do grupo, Ruth Porat, pontuou que os gastos corporativos ainda se situam em fases iniciais diante do retorno que a tecnologia pode gerar.
As declarações contradizem análises céticas, como a do estrategista Chris Wood, da Jefferies, que prevê a destruição de capital nos Estados Unidos em decorrência da comoditização de sistemas e do avanço de modelos abertos produzidos na China. Ao responder sobre tais apontamentos e o risco de vulnerabilidade competitiva, Porat declarou à publicação que a intensa procura institucional por eficiência garante o retorno dos investimentos, frisando que as instituições que entregarem serviços diferenciados conseguirão monetizar sua atuação e evitar desvantagens comerciais.
Fonte: Fortune · 17/10/2026
