Conforme noticiado pelo Axios, intermediários liderados pelo Catar, com apoio de outros países da região, estão empenhados em costurar um entendimento entre Washington e Teerã. O objetivo central das tratativas é afastar o risco de uma nova campanha de bombardeios após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. A proposta em discussão prevê que autoridades iranianas autorizem o ingresso de fiscais da ONU em áreas nucleares alvejadas, recebendo em troca a flexibilização de sanções comerciais e financeiras.

A apuração do veículo aponta que planejamentos operacionais entre comandos militares dos Estados Unidos e de Israel contemplam ofensivas severas contra estruturas energéticas, nucleares e de governo caso as conversas fracassem. Donald Trump declarou que os contatos ocorrem por via indireta e que a situação deve ser solucionada por acordo ou por medidas de força. Do lado iraniano, o Ministério das Relações Exteriores manifestou abertura ao diálogo, e negociadores levaram as condições aos líderes do país para deliberação interna.

Segundo o Axios, o arranjo sob análise busca restabelecer os moldes do acordo assinado em 2025 com a Agência Internacional de Energia Atômica. Caso o Irã aceite a fiscalização internacional de seus centros danificados, o plano prevê a concessão de licenças para a exportação de petróleo e o descongelamento de ativos voltados à aquisição de alimentos e itens humanitários.