O governo federal despendeu R$ 7,6 bilhões em subvenções financeiras voltadas à produção e importação de combustíveis, em especial o diesel, durante setembro de 2026. Segundo o Poder360, os pagamentos foram efetuados via créditos extraordinários criados com o propósito de abrandar o impacto econômico dos desdobramentos de confrontos bélicos no Oriente Médio.

No mesmo mês, o Poder Executivo obteve receitas tributárias com o imposto de exportação incidente sobre óleo cru, que gerou R$ 2,9 bilhões após ajustes legais na alíquota. Além disso, as rendas públicas atreladas à exploração de hidrocarbonetos tiveram acréscimo real de 71,9% ante setembro de 2025, resultado derivado da valorização internacional da commodity, ampliação da produção interna e operações de venda da Pré-Sal Petróleo S.A.

No conjunto dos nove primeiros meses de 2026, as subvenções ao setor de derivados de petróleo totalizaram R$ 15,4 bilhões, elevando os gastos em créditos extraordinários para R$ 20,6 bilhões no ano. A despeito do superavit registrado no nono mês, impulsionado pelo setor petrolífero, o saldo acumulado das contas públicas do Governo Central em 2026 manteve-se deficitário em R$ 90,2 bilhões.