O G1 Economia informa que o Banco Central registrou um déficit primário de R$ 5,5 bilhões para o setor público consolidado em setembro. Enquanto a administração central exibiu saldo positivo de R$ 3,5 bilhões, governos regionais e empresas estatais apuraram rombos de R$ 5,6 bilhões e R$ 3,4 bilhões, respectivamente. No acumulado dos primeiros nove meses, as perdas somam R$ 94,3 bilhões.

Considerando a apropriação dos juros nominais, que somaram R$ 1,2 trilhão em doze meses sob uma taxa Selic de 13,75% ao ano, o déficit nominal atingiu R$ 1,28 trilhão no período. Paralelamente, o endividamento bruto do setor público estabilizou-se em R$ 11,11 trilhões ou 82,9% do PIB, registrando o patamar mais elevado em mais de cinco anos.

Pelos parâmetros do Fundo Monetário Internacional, que incorporam os títulos mantidos na carteira da autoridade monetária, a relação dívida/PIB brasileira situou-se em 95,2% no mesmo mês avaliado.