De acordo com a Revista Oeste Economia, com dados do Banco Central, o Brasil apurou um déficit em transações correntes de US$ 5,1 bilhões em setembro de 2026, montante inferior ao resultado negativo de US$ 8,8 bilhões do mesmo período em 2025. Em 12 meses, o saldo negativo alcançou US$ 60 bilhões, equivalente a 2,33% do PIB. A balança comercial obteve superávit de US$ 6,9 bilhões, enquanto o segmento de serviços teve déficit de US$ 5,2 bilhões, influenciado pelo aumento de 27,7% nos gastos com viagens ao exterior.

A conta de renda primária teve resultado negativo de US$ 7,2 bilhões, destacando-se US$ 5,1 bilhões em envio de dividendos e lucros e US$ 2,2 bilhões em juros. Por outro lado, os ingressos por investimentos diretos somaram US$ 11,3 bilhões no mês e US$ 88,3 bilhões no período de um ano (3,43% do PIB). As reservas do país fecharam setembro em US$ 362,8 bilhões, após recuo mensal de US$ 9,8 bilhões ocasionado por operações de câmbio e flutuações de preços e moedas.